6 de agosto de 2007

Santa Casa reorganiza arquivo com 8 milhões de documentos

Equipe organiza documentos arquivados na antiga clausura da Santa

Equipe organiza documentos arquivados na antiga clausura da Santa

Santa Casa de Misericórdia de Maceió (SCMM) iniciou o processo de
organização e transferência dos cerca de 8 milhões de documentos produzidos
pela instituição nos últimos 40 anos. São prontuários e documentos fiscais,
contábeis e administrativos arquivados no antigo espaço da clausura, onde
residiam as religiosas que cuidavam da instituição até os anos 1980.

Segundo informou Carlos André Melo, gerente de Engenharia Clínica e
Patrimônio da SCMM, a maior parte do arquivo é formado por prontuários
médicos. Tais documentos trazem dados importantes sobre doenças ou a “causa mortis” de pacientes que viveram no século passado e que podem tanto ajudar a traçar um cenário epidemiológico da capital alagoana como resgatar a trajetória de personalidades alagoanas. Carlos André lembrou, entretanto, que apenas as famílias ou a Justiça podem ter acesso aos prontuários médicos ou autorizar a consulta por terceiros.
Uma empresa baiana foi contratada para realizar o serviço, que inclui
higienização, triagem, catalogação, organização, transporte e a guarda
externa dos documentos em prédio alugado no bairro da Serraria. Todo o
material deverá ser transportado até abril do próximo ano. O contrato
inicial com a PA Arquivos prevê a guarda externa do material por um período
36 meses, ao fim do qual deverá ser iniciado o processo de digitalização.

”A gestão documental permite às empresas gerenciar grandes arquivos em
papel, facilitando o acesso aos documentos e desocupando espaços que podem ter um novo uso”, explicou a diretora comercial da empresa, Cristiana Novis. Foi justamente esse um dos principais motivos que levou a Santa Casa a transferir o arquivo de documentos antigos para outro prédio.

”A Santa Casa precisa de novos espaço físico para expandir seus serviços.
Com esta iniciativa aumentaremos o número de leitos sem precisar de novas
construções”, finalizou Carlos André.

6 de agosto de 2007