31 de março de 2008

Mulheres compartilham experiências sobre câncer em evento do Projeto Mama

Inca prevê para 2008, em Alagoas, o surgimento de 20 novos casos da doença para cada grupo de 100 mil mulheres

Em 2004, Maria Rosa Zelosa, 47 anos, recebeu com muita dor o diagnóstico de câncer na mama. Passados quatro anos – e um eficaz tratamento que incluiu radioterapia, quimioterapia e acompanhamento psicológico, nutricional e ocupacional -, Rosa expressa com serenidade e um sorriso no rosto um pouco de sua experiência.
Ela foi uma das participantes do primeiro encontro do Projeto Mama, realizado hoje (31) pela manhã no Centro de Estudos da Santa Casa de Maceió. Segundo os organizadores do evento, a iniciativa visa difundir informações sobre prevenção e tratamento de doenças que afetem a mama, dentre elas o câncer.
“Não são eventos exclusivos de pacientes ou de pessoas que receberam tratamento na Oncologia da Santa Casa de Maceió. Pelo contrário, queremos levar esclarecimento a todas as pessoas que, tendo ou não histórico ou sintomas de doenças mamárias, queiram se informar e trocar experiências”, disse a psicóloga do Centro de Oncologia e Hematologia, Rosa Carla Lobo, uma das coordenadoras do evento junto com a psicóloga do Instituto de Radioterapia, Junia Vaz.
No intervalo do encontro – onde foi servido um lanche balanceado, com sanduíche, fruta, barra de cereais, bombons e suco de frutas -, Maria Rosa falou sobre o que é compartilhar com outras mulheres a experiência de descobrir-se com câncer, tratar-se e ter uma vida normal. “Tenho prazer em repassar as descobertas que fiz neste período. Dentre elas, a de que existem muitos mitos em torno da doença que não correspondem à realidade. Nunca deixei de ir à praia ou de dançar por causa dela. É claro que existem alguns cuidados necessários, mas hoje faço o que quero”, relata Maria Rosa. E concluiu: “O pior mesmo são as dores psicológicas. Delas eu me livrei graças ao acompanhamento psicológico com a doutora Rosa Carla”.
O Projeto Mama nasceu para difundir informação para o público leigo e reunir num mesmo espaço pacientes ou não da instituição, mulheres que tenham apresentado problemas mamários, como sistos, nódulos etc, membros da Rede Feminina de Combate ao Câncer; profissionais da equipe multidisciplinar do Serviço de Oncologia da Santa Casa de Maceió, que inclui o Instituto de Radioterapia e o Centro de Oncologia; ou qualquer pessoa, seja homem ou mulher, que se interesse pelo tema.

31 de março de 2008