Banco de sangue: estoque de sangue chega a nível crítico nas férias e pode comprometer cirurgias

Chegou o final do ano, as festas natalinas e as férias escolares. O que deveria ser um período de alegria é, na verdade, motivo de apreensão para quem trabalha em bancos de sangue, serviços de hemoterapia e em centros cirúrgicos.
O problema é que os doadores regulares de sangue costumam sair de férias, viajam ou simplesmente mudam sua rotina diária, o que acaba derrubando os estoques de sangue em todos os hemocentros do país.
Para agravar o cenário, nesse mesmo período aumentam os acidentes e os casos de urgência na rede hospitalar, elevando a demanda por sangue e hemoderivados.
“Convidamos os colaboradores do hospital, a comunidade alagoana, enfim, as pessoas saudáveis que atendam aos requisitos para doação de sangue (ver Box), que compareçam ao banco de sangue da Santa Casa de Maceió para realizar sua doação”, convocou a assistente social Luiza Inácio dos Santos.
O hemocentro da Santa Casa de Maceió possui um dos mais rígidos controles de qualidade de Alagoas, reconhecido inclusive pelo Programa de Controle de Avaliação de Serviços de Hemoterapia da Anvisa.
Os números internos do hemocentro confirmam esse cuidado com a qualidade. Enquanto a média de rejeição a doadores de primeira viagem não chega a 10% em muitos hemocentros, na Santa Casa de Maceió esse índice gira entre 20% e 30%, sendo a maioria reprovada ainda na avaliação clínica.
Esse cuidado é necessário porque muitos jovens procuram os hemocentros para doar sangue na tentativa de checar se contraíram alguma doença ao terem uma relação sexual sem camisinha, por exemplo. O problema é que no contágio inicial do HIV, por exemplo, existe a chamada “janela imunológica”, período onde o vírus pode não ser identificado pelos exames. Ou seja, uma doação nessas condições pode representar risco aos receptores.
A orientação é que pessoas que tenham tido comportamentos sociais e sexuais de risco como relação sexual sem camisinha ou compartilhamento de agulhas ou materiais cortantes devem procurar um serviço especializado.

O que é preciso para doar sangue
Estar em boas condições de saúde e alimentado;
Apresentar documento original c/ foto ou fotocópia autenticada;
Ter entre 18 e 60 anos;
Pesar mais de 55 kg;
Ter descansado no mínimo 6hs nas ultimas 24hs;
Não ter ingerido bebida alcoólica nas ultimas 24 horas;
O intervalo mínimo entre as doações: Homens – 60 dias e Mulheres – 90 dias.

Horário de funcionamento
De Segunda a sexta-feira das 7h30min às 11h e das 13h às 16h
Telefones: 2123-6240 (Recepção) e 2123-6098 (Serviço Social)

Sangues tipo B e AB são os mais raros
Os tipos de sangue que existem são A, B, O e AB, sendo que a principal diferença entre eles está na proteína que compõe o sangue. Além disso, há diferença no Rh, podendo ser positivo ou negativo.
Os tipos de sangue mais raros são B e AB, enquanto os tipos sanguíneos mais comuns incluem o A e O.

Compatibilidade dos tipos de sangue

Tipo A: pode doar somente para pessoas do tipo AB e A e pode receber de pessoas do tipo A e O.
Tipo B: pode doar para pessoas com tipo B a AB e recebe de pessoas com tipo B e O.
Tipo AB: pode doar para pessoas com tipo AB e pode receber de todos os tipos sanguíneos.
Tipo O: pode doar para todos e por isso é chamado de doador universal, mas só pode receber de pessoas com o tipo O.