11 de setembro de 2017

“Identifique os primeiros sinais de sepse e corra ao hospital”

Especialistas em sepse alertam ser importante que a comunidade esteja atenta para reconhecer precocemente os sinais e sintomas da sepse e possa encaminhar o paciente o mais rápido possível ao hospital.

Este é o alerta que a médica Maria Cristiane Ferreira, infectologista da Gerência de Riscos e Práticas Assistenciais da Santa Casa de Maceió, faz à população e aos formadores de opinião no Dia Mundial da Sepse, celebrado no dia 13 de setembro.

“A sepse é uma síndrome tempo-dependente, ou seja, que exige ações rápidas. E não estamos falando de horas, mas de 1 hora. O paciente precisa ser tratado com antibióticos e cuidados em unidades de cuidados intensivos o mais rápido possível”, enfatiza a especialista.

Embora não existam sintomas específicos, são candidatos à sepse todas as pessoas que tenham contraído uma infecção, seja ela por bactérias, vírus ou fungos, e se apresentam com: febre, aceleração do coração (taquicardia), respiração mais rápida (taquipneia), fraqueza intensa e tonturas.

Além disso, podem apresentar o que chamamos de sinais de alerta como: rebaixamento da consciência, pressão baixa, diminuição da quantidade de urina, falta de ar, sonolência excessiva ou confusão mental (principalmente os idosos). Todos devem procurar imediatamente um serviço de emergência apto para identificar e tratar precocemente a sepse. Qualquer tipo de infecção, leve ou grave, pode evoluir para sepse. As mais comuns são a pneumonia, infecção abdominal, infecção urinária e da pele.

Maior risco

Qualquer pessoa corre o risco de ter sepse, mesmo as saudáveis, mas algumas têm mais chances. Na lista estão prematuros; crianças abaixo de um ano; idosos acima de 65 anos; pacientes com câncer, AIDS ou que fizeram uso de quimioterapia ou medicamentos que afetam as defesas do organismo.

Também estão na lista doentes crônicos com insuficiência cardíaca, insuficiência renal, diabetes; usuários de álcool e drogas e pacientes graves hospitalizados que utilizam cateteres, sondas ou ventilação mecânica.
As infecções podem ser evitadas pelo uso de vacinas, higienização das mãos, tratamento de infecções adequadamente (sem automedicação) entre outros.

11 de setembro de 2017

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