8 de outubro de 2017

Cirurgia complexa através de cateterismo evita amputações em Alagoas

Obstruções em artérias são causas cada vez mais frequentes de amputações no mundo todo. Com o envelhecimento da população e o aumento da frequência de doenças como hipertensão, diabetes e dislipidemias o risco de tromboses e amputações aumenta significativamente.

A prevenção é certamente o melhor caminho. Mas há situações onde a existência de uma equipe preparada e infraestrutura de última geração são a esperança para que estes pacientes possam mudar sua historia.

Exemplos disto são os relatos de um idoso de 81 anos e uma senhora de 70 anos, ambos com alto risco de amputação e que foram beneficiados por tratamento inovador oferecido pelo Serviço Avançado de Moléstias Vasculares da Santa Casa de Maceió.

Ambos os pacientes apresentavam obstruções longas nas artérias que percorrem desde a virilha até o pé e tinham antecedentes de doenças graves como infarto e AVC prévios.

Devido à gravidade do quadro clínico, os dois pacientes foram incluídos no rol de cirurgias do curso internacional Evidence Expert Course, realizado no último final de semana na Santa Casa de Maceió. Outro ponto motivador é escassez de opções de tratamento devido à extensão das lesões em ambos os casos.

Os dois idosos foram tratados com técnicas endovasculares complexas, incluindo acessos múltiplos e recanalização através de técnica DAART, onde um dispositivo vai “perfurando” e “retirando” a placa de dentro do vaso (ao invés de apenas esmagá-la) e liberando uma droga que evitará seu entupimento novamente.

“Trata-se de uma técnica inovadora em todo o mundo, e que se encontra em fase de introdução no nosso país e no continente e que visa evitar que se realizem implantes de material metálico nos vasos, através da retirada da gordura em vez do simples esmagamento”, explicou o professor Bruno Freitas, cirurgião vascular.

“Muitos pacientes, inclusive aqueles com alto risco, podem ser beneficiados através de técnicas minimamente invasivas como estas. Infelizmente, muitos não têm acesso e a nossa função é a de disseminar este conteúdo para médicos de toda a América Latina, para que ajudem a difundir estas técnicas e beneficiar o maior número de pessoas possível. Poder ver os pacientes retornarem à sua vida normal e evitarem uma mutilação permanente é algo sem preço para a equipe de saúde”, concluiu Freitas.

Depoimento

“Eu tinha três indicações médicas para amputar a perna. Há sete meses não sei o que é ficar em pé e acerca de um ano não consigo tomar banho sozinho. Hoje estou saindo do hospital andando e voltando para minha casa com saúde e liberdade para fazer o que gosto”, disse o paciente momentos antes da alta.

8 de outubro de 2017

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