4 de fevereiro de 2019

“Pequenos gestos fazem grande diferença na gestão hospitalar e na assistência ao paciente”

O valor das pequenas atitudes nas empresas foi um dos destaques do projeto Almoço com o Provedor desta semana. O encontro reuniu mais um grupo de supervisores da Santa Casa de Maceió. Junto com o provedor Humberto Gomes de Melo e sua esposa Rosinete Mendonça de Melo estiveram presentes o diretor administrativo-financeiro Dácio Guimarães e o gerente Sílvio Melo (Gestão de Pessoas).

Entre os comentários, solicitações e sugestões dos colaboradores chamou a atenção o relato de Genilson Maximino, supervisor administrativo do Consultório Multiprofisisonal do Centro de Oncologia.

“Estava de passagem na Santa Casa Poço, onde fui supervisor administrativo. Nesta ocasião alguém comentou que havia um problema emergencial de encanamento na unidade. Não havia tempo para chamar a manutenção, daí me incumbi da missão de fazer o conserto. Apesar de não ser minha atribuição, eu sabia que esse gesto iria ajudar meus colegas e evitaria um prejuízo maior para a instituição”, comentou Genilson, que pôs luvas e pegou o equipamento necessário para fazer o trabalho.

Ao ouvir o relato, o provedor Humberto Gomes de Melo destacou a importância de atitudes como essa para o crescimento da instituição como um todo.

“É o simbolismo do gesto que desejo destacar. É a atitude de ver a Santa Casa de Maceió como um hospital que pertence a cada um de seus profissionais. É o cuidado que devemos ter com a nossa sala, com os demais setores, com os corredores, com os ambientes de uso comum e principalmente com os nossos pacientes. Pode ser o trinco de uma porta quebrado que precisa ser informado ao setor responsável, pode ser um papel que caiu no chão pode ser uma informação prestada a alguém. São pequenos gestos que fazem a instituição ser diferenciada perante os olhos da sociedade”, disse o provedor Humberto Gomes de Melo.

O diretor administrativo Dácio Guimarães, por sua vez, destaca a importância de pequenos gestos que impactam na redução de perdas, na racionalização de recursos e em pequenas economias que, somadas, ajudam a instituição a manter sua sustentabilidade financeira: “Pode ser a atitude de desligar o aparelho de ar condicionado ou a apagar a luz numa sala vazia, fechar uma torneira ou informar um vazamento, substituir o copo descartável por uma caneca de uso próprio, enfim, gestos simples que fazem a diferença”, comentou o diretor.

Já a psicanalista Rosinete Mendonça de Melo lembrou o exemplo de Santa Terezinha, que pregava o valor das pequenas coisas. “São os pequenos gestos que fazem as grandes mudanças. Muitas pessoas acham que a instituição é rica e que por isso não precisam mudar seus hábitos. Pelo contrário, a instituição não é rica. Ela é bem gerida. Se por um lado o hospital recebe milhões por outro lado gasta milhões. Procurar o equilíbrio é o que importa, e isso vale para a empresa e também para as nossas vidas. Esse equilíbrio passa pelos pequenos gestos”, comentou.

“Vocês têm uma grande missão: escutem suas equipes, seus colaboradores, ouçam suas ideias, acolham e viabilizem essas sugestões. Não precisa ser grandioso, pode ser simples, pode começar no setor e depois ser referência para os demais”, acrescentou a psicanalista.

Oncologia

A supervisora administrativa Juliana Monaliza (Centro de Oncologia) destacou diversas iniciativas que passam despercebidas, mas que fazem toda a diferença na vida de pacientes, principalmente os oncológicos e em cuidados paliativos. Monaliza citou as comemorações de alta hospitalar, aniversários de pacientes, sessões de cinema, realização de sonhos específicos de pacientes e até casamentos, como o que ocorreu na Santa Casa Rodrigo Ramalho, que viralizou nas redes sociais e ganhou a atenção da mídia. “É preciso que cada colaborador, cada profissional, vista a camisa da instituição”, acrescentou a supervisora.

Esterilização

A supervisora Patrícia Rejane Pereira (Central de Estirilização) também destacou a importância de cada colaborador vestir a camisa da instituição por meio de pequenos gestos. Segundo ela, muitas pessoas não sabem o custo que certas atitudes representam para o hospital, por isso seria importante ter a métrica dos custos até mesmo para se corrigir desperdícios. “Neste sentido, temos trabalhado junto aos colaboradores diversas não conformidades que identificamos”, acrescentou.

Santa Casa Farol

A supervisora de enfermagem Magdala Lyra (Santa Casa Farol) concorda que as pessoas não têm noção dos gastos com energia, água e materiais hospitalares e de escritório. Como não sabem o peso que representa o uso indiscriminado de certos materiais e das glosas, nem sempre há o empenho esperado em racionalizar tais recursos.  “Mudar certos hábitos é difícil. O caminho é trabalhar esses números com as equipes”, diz Magdala.

Andreia Bomfim

A supervisora administrativa Andreia Bomfim (Santa Casa Rodrigo Ramalho) frisou que todas as lideranças do hospital, particularmente as supervisoras administrativas e de enfermagem, precisam ter uma visão administrativa da assistência. “Todos precisam saber o que é redução de custos, racionalização de recursos e o custo dessa assistência. Todos precisam saber o que seus hábitos no local de trabalho impactam na administração do hospital”, acentuou.

Nefrologia

Segundo a supervisora de enfermagem Vandete Silva, o Serviço de Nefrologia recebeu em 2018 nada menos 34 máquinas de hemodiálise novas. Se a renovação do parque tecnológico é mais que bem-vinda, o motivo que sempre levou muitos pacientes a pedir transferência para a Santa Casa de Maceió repousa em outro aspecto, mais subjetivo: a atenção e forma como os profissionais que atuam no setor acolhem os pacientes. E olhe que são elogios de pacientes de Alagoas e de outras cidades como São Paulo, Belo Horizonte entre outras.

Comunicação visual

A supervisora Fernanda Mendes (Arquitetura) abordou o projeto de comunicação visual iniciado na Santa Casa matriz. Uma das primeiras ações realizadas pela empresa contratada foi um périplo realizado por um funcionário pelos corredores do hospital. Com uma câmera fixada num capacete, o funcionário filmou a visão que os visitantes têm ao percorrer o hospital, permitindo um mapeamento do complexo. O projeto de sinalização começou pelo edifício do Hospital Álvaro Peixoto, prosseguirá na unidade Diagnósticos Santa Casa e depois seguirá para as demais unidades.

Farmácia

A supervisora técnica Giselle Amorim (Serviço de Farmácia) confirmou que a Farmácia do Centro de Oncologia teve autorizado o início da obra de reforma do espaço, um sonho antigo do setor e que agora tem data marcada para se tornar realidade.

4 de fevereiro de 2019