10 de outubro de 2019

Residência médica foi pauta do Almoço com o Provedor

Realizado na última sexta-feira (04), o Almoço com o Provedor contou com a participação dos preceptores e residentes de Cardiologia e Oncologia Clínica. Além de serem atualizados sobre as novidades da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, o encontro discutiu as impressões do Programa de Residência da instituição.

Em fevereiro, a Santa Casa de Maceió entregou à sociedade alagoana mais 27 médicos especialistas formados em 13 programas da Residência Médica da instituição. Atualmente, o hospital possui 19 programas e 75 médicos residentes em seus quadros.

Paula Karolyne Simoes Mello é residente de Oncologia Clínica e falou sobre a evolução do programa da instituição. “Me sinto a mais experiente do grupo, pois sou R3. Desde que entrei vejo um crescimento nos últimos três anos. Assim que cheguei, a Oncologia Clínica já era uma área em ascensão, com um número expressivo de pacientes, o que nos permite ampliar o aprendizado. Dentro do SUS, fazemos um tratamento que não é diferente de outros serviços no Brasil. Em todo o País, uma das grandes dificuldades de se tratar oncologia, no SUS, são os exames. Mas isso não se reflete no tratamento ambulatorial. Não temos falta de remédio, nem de equipamentos”, disse.

“Uma das coisas boas que vejo na residência da Santa Casa de Maceió é o acompanhamento do paciente. Quando você o atende pela primeira vez, fará também o retorno. Conseguimos ver o paciente em várias etapas, coisa que não se faz em outras instituições. E não se pode falar em Oncologia sem falar em Emergência, pois são muitas intercorrências durante o tratamento e a Santa Casa Rodrigo Ramalho é referência. Funciona 24 horas. Com o serviço domiciliar, a unidade ampliou os Cuidados Paliativos. Lá dentro vemos como toda a equipe é capacitada. A integração interdisciplinar é outro ponto positivo”, completou a residente de Oncologia Clínica, Rafaella Brito Toledo.

Durante o encontro, o residente Diogo David de Omena Gonzaga pontuou os motivos que o fizeram mudar de residência. “Não entendia porque os residentes iam para fora do estado, se aqui na Santa Casa de Maceió, temos tudo. A UTI Coronariana, UTI Cardíaca, a Hemodinâmica, a Medicina Nuclear… Todos os setores abrem as portas para os residentes com muita atenção. Aceitei o desafio e tem sido fantástico. Acredito que um ambulatório de Cardiologia Geral seria um reforço para o grande time que já temos”, disse o ex-residente da Clínica Médica, e hoje residente da Cardiologia.

O provedor Humberto Gomes de Melo falou do trabalho que é realizado na instituição para manter a qualidade do serviço. “Vocês não sabem a alegria de ouvir sobre a residência da Santa Casa de Maceió. Tivemos que enfrentar muitos obstáculos para termos a Oncologia que temos hoje, e a residência da Oncologia Clínica, bem como as demais. O drama que vivemos para conseguir o atendimento domiciliar, com várias negativas do município para o serviço, mas temos a alegria de ter Vera Elias, que talvez seja a pessoa que mais tem experiência em SUS no estado de Alagoas, e que hoje está conosco”, destacou o gestor.

Provedor Humberto Gomes de Melo, a psicanalista Rosinete de Mendonça Melo, o diretor médico Artur Gomes Neto e a gerente da Divisão de Ensino e Pesquisa, Alayde Rivera

“O hospital que se propõe a ensinar tem um diferencial, pois vai poder atender melhor à população. Sei que é uma área que continuará crescendo na Santa Casa de Maceió. Acredito que nossos pacientes se sentem ainda mais seguros de escolher uma instituição que prioriza a formação de bons profissionais”, afirmou o diretor médico da Santa Casa de Maceió, Artur Gomes de Melo.

A psicanalista Rosinete de Mendonça Melo, esposa do provedor e uma das idealizadoras do encontro semanal, exaltou o serviço da instituição. “Sempre falo que se me acontecer alguma coisa, que quero ser trazida para a santa Casa de Misericórdia de Maceió. Além dos excelentes profissionais da casa, seus residentes trabalham com dedicação, e a instituição segue como uma das mais bem equipadas de Alagoas”, disse.

Já o diretor administrativo-financeiro, Dácio Guimarães, relembrou que o papel dos residentes, dentro da instituição, vem sendo valorizado nos últimos anos. “Num determinado momento, a antiga direção não queria mais residentes no hospital, e muitos talentos foram embora. Queremos aproveitar o máximo dos residentes para manter os nossos talentos aqui”, finalizou.

10 de outubro de 2019