27 de dezembro de 2019

Conheça alguns pontos avaliados na recertificação da Santa Casa de Maceió

A Santa Casa de Misericórdia de Maceió optou pelas metodologias de Acreditação Nacional – ONA e pela Acreditação Internacional Canadense – Qmentum, ambas avaliadas pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG), uma instituição Acreditadora credenciada e renomada no Brasil. Em 2019, o hospital foi recertificado nas duas avaliações. Confira alguns dos pontos avaliados:

Protocolo de AVC agiliza e interage equipes

O Protocolo de AVC Isquêmico Agudo da Santa Casa de Maceió incluiu explanações teórico-práticas ministradas pelo Projeto Angels aos times da Unidade de Pronto Atendimento (antiga Emergência 24Horas), UTI Neuro, diversos serviços de diagnóstico e até o Serviço de Hemodinâmica.

Foram capacitados os agentes de portaria, as equipes assistencial e administrativa, os médicos plantonistas de diversos setores e o grupo de neurorradiologistas intervencionistas do Serviço de Hemodinâmica, os especialistas Rodrigo Peres e Cícero Pacheco.

Ao identificar os primeiros sintomas de acidente vascular cerebral no paciente, a triagem da Unidade de Pronto Atendimento da Santa Casa de Maceió aciona o Protocolo de AVC Isquêmico Agudo. Hoje, a literatura médica permite ampliar, dependendo do caso, a referência de tempo de 4,5 horas para até 24 horas após os sintomas iniciais.

Para que a ação da equipe médica seja ainda mais eficiente, é importante que a população reconheça os sinais e sintomas iniciais do AVC e procure rapidamente um serviço de referência para iniciar o tratamento adequado o mais rápido possível.

Colaboradores são treinados para desastres

Considerada pelo Corpo de Bombeiros como a maior brigada de Alagoas no âmbito corporativo, a primeira equipe da Santa Casa de Maceió foi formada em 2012 com um grupo de 302 colaboradores. Uma nova turma foi formada em 2019 e os brigadistas se preparam para uma grande simulação que deve ocorrer ainda este ano. Com investimento superior a R$ 80 mil, o treinamento do grupo abordou temas como a psicologia do pânico, combate a incêndio, ambiente confinado e salvamento de vítimas em altura.

A etapa de capacitação da brigada de incêndio da Santa Casa de Maceió foi conduzida pela Divisão de Ensino e Pesquisa, com apoio do Setor de Segurança do Trabalho. Durante os treinamentos, os colaboradores saem da rotina de suas funções. Rapel; enfrentamento de ambientes com fumaça, fogo e escuridão; utilização de ferramentas de combate a incêndio e de resgate a vítimas estiveram entre as “disciplinas” que se aprende ao ser brigadista.

A Brigada de Incêndio, devido à sua importância, é prevista no âmbito federal pela Lei 6514/77, que dá as diretrizes sobre Segurança e Medicina do Trabalho, regulamentadas pela Portaria 3214/78, e por meio da NR 23, que trata da proteção contra incêndios.

Dentro das ações de segurança de pacientes e colaboradores, a Santa Casa de Maceió também realiza o simulado do Plano de Atendimento a Emergência focado no abandono das instalações. O plano é ativado em caso de incidentes dentro do complexo hospitalar, como incêndios, desabamentos e outras ocorrências.

Organizados pela Divisão de Ensino e Pesquisa em parceria com a Superintendência de Engenharia e Infraestrutura, o foco dos simulados é avaliar a retirada de pacientes das enfermarias e testar a atuação da brigada de incêndio no combate a um hipotético foco de incêndio. O Corpo de Bombeiros participa da ação enviando ambulância, autobombas e profissionais.

Protocolo de Sepse aumentou a sobrevida

A instituição alagoana é um dos 40 centros hospitalares brasileiros associados ao Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS) entidade que, junto com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira e o Ministério da Saúde, busca reduzir a incidência da sepse no País. Em 2011, com a implementação do Protocolo Institucional de Sepse, os números do combate ao problema ganharam maior visibilidade. Nos últimos cinco anos, a Santa Casa de Maceió conseguiu reduzir em cerca de 60% a taxa de mortalidade por sepse. A atualização do protocolo de Sepse acontece com regularidade na instituição com a busca ativa da equipe multidisciplinar.A Equipe da Comissão de Controle de Infecções participa do desenvolvimento de artigos científicos  na literatura científica, bem como de  programas nacionais  para o constante aprimoramento do protocolo e melhoria dos seus resultados.A instituição passou a adotar  o escore SOFA, considerado padrão ouro no diagnóstico da disfunção orgânica, e o qSOFA, permitindo melhorar a especificidade do diagnóstico e o desfecho clínico dos pacientes que possuem um risco aumentado de agravamento do quadro clínico.

Com estrutura pavilhonar, a Santa Casa de Maceió se concentrava, basicamente, em um quarteirão no Centro. Dentro do processo de expansão da instituição foram inauguradas novas unidades externas e internas de atendimento que resultaram na ampliação de serviços e de leitos para o SUS, como: a Santa Casa Nossa Senhora da Guia; Santa Casa Rodrigo Ramalho; Unidade Cônego João Barbosa Cordeiro; Santa Casa Poço; Centro de Oncologia e Hematologia Lourival Nunes da Costa; Centro Cirúrgico Euclides Ferreira; Centro Médico Dr. Duílio Marsiglia; e a  ala de oncologia pediátrica da Santa Casa Farol com 11 leitos para pacientes do SUS.

Destinados a convênios e particulares, a Santa Casa de Maceió também investiu na Santa Casa Farol, na Unidade João Fireman, na Emergência 24 Horas, na Emergência Ortopédica, e na Santa Casa Hiperbárica.

“Nos últimos 15/16 anos, fizemos um plano diretor que começou a interligar os blocos para a segurança dos pacientes. Hoje temos mais de 450 leitos, todos passando por um processo de modernização, e várias unidades externas. Já contamos com mais de 35 mil metros quadrados de área construída”, disse Carlos André de Mendonça Melo, superintendente de Infraestrutura e Engenharia.

As melhorias na infraestrutura e na qualidade dos serviços são fruto do trabalho de sustentabilidade financeira. “A instituição é sempre destaque pela sua solidez financeira, já que que consegue manter equilíbrio financeiro ao longo dos anos, o que nos permite fazer os investimentos, em sua maioria, com recursos próprios, na ampliação estrutural e acadêmica”, disse.

“Hoje, somos um hospital comparável a qualquer outro do Brasil. O que se faz aqui, também se faz lá fora. A diferença é mínima. Realizamos todo tipo de cirurgia oncológica, atendendo 60% dos doentes de câncer da primeira região, bem como 40% dos pacientes do estado de Alagoas”, destacou Artur Gomes Neto.

Humanização é um dos focos da instituição

Inaugurada em junho de 2009, a Santa Casa Nossa Senhora da Guia trouxe uma nova proposta de assistência materno-infantil para Alagoas com ênfase em algo que deveria ser básico na prestação do serviço de saúde: a humanização no atendimento ao paciente.

Classificado como unidade de médio e baixo risco, a unidade investiu na composição de uma equipe multidisciplinar formada por médicos, psicólogas, assistente social, fisioterapeuta, farmacêutica, enfermeiras e o setor administrativo.

A humanização no atendimento também se estende a outras unidades da Santa Casa de Maceió com ações diárias (passando pela cortesia no atendimento ao paciente e visitantes, pela ambientação e conforto do mobiliário, pela acessibilidade, pela eficiência na assistência ao paciente, pelo uso humano dos recursos tecnológicos, pela correta informação prestada ao paciente, pela disponibilidade dos colaboradores em querer ajudar os visitantes entre tantos outros aspectos que envolvem diretamente todos os que trabalham no hospital), e outras iniciativas pontuais.

Entre as ações de humanização realizadas este ano, destaque para o quarto casamento realizado na Santa Casa Rodrigo Ramalho, unidade especializada no cuidado paliativo de pacientes oncológicos, e no Dia do Desejo, executado no Dia dos Pais, com pacientes internados na Santa Casa de Maceió.

27 de dezembro de 2019