21 de janeiro de 2020

Almoço com o Provedor discutiu pontos de automação e a retenção de talentos na Santa Casa de Maceió

Quando se pensa em Santa Casa de Misericórdia de Maceió, logo vem à mente seu corpo clínico, o atendimento, a tecnologia ofertada e seus resultados. Mas, já parou para pensar no trabalho que é feito para que tudo isso caiba num prédio centenário? Durante a edição da última sexta-feira (17) do Almoço com o Provedor, colaboradores ligados à Superintendência de Engenharia e Infraestrutura (SEINFRA) compartilharam algumas das inciativas aplicadas na unidade que fazem parte da vida dos alagoanos há 168 anos.

Entre os assuntos discutidos no encontro, o sistema de energia elétrica do hospital foi um dos destaques. O provedor Humberto Gomes de Melo compartilhou notícias que viu sobre as enchentes em Porto Alegre, cidade que ficou por 40 horas sem energia. “Penso logo na Santa Casa de Maceió, e em como estamos preparados para estas situações. Pode acontecer problema externo, mas o hospital atende sem problemas”, destacou.

Antônio Carlos Chagas, coordenador de Manutenção, pontuou os principais resultados da automação implantada na Santa Casa. A energia sem interrupções é um dos mais surpreendentes. “Atualmente, temos como monitorar os serviços do hospital, como abastecimento de água e energia. Neste último ponto, contamos com a energia da Equatorial e um parque com 17 geradores espalhados por todas as unidades. Na falta da energia pública, a energia segue constante em todos os setores com os geradores. Na falha de um gerador, outro assume o trabalho no sistema de redundância de contingenciamento (gerador sobre gerador). Pensamos na segurança dos pacientes. Difícil encontrar um hospital com esta inciativa”, destacou o colaborador.

Antônio Carlos Chagas, coordenador de Manutenção (primeiro da esquerda), pontuou os principais resultados da automação implantada na Santa Casa

O superintendente de Engenharia e Infraestrutura, Carlos André de Mendonça Melo, ressaltou a eficiência dos investimentos feitos dentro do hospital alagoano. “Aqui temos a contingência dos geradores, mas quem faz a manutenção também tem que pensar nas baterias. Em caso de falta de energia, mesmo com a contingência redundante, os funcionários verificam se as baterias dos aparelhos estão realmente ligados”, disse.

Em dezembro, a Santa Casa de Maceió realizou a simulação conjunta do PAD (Plano de Atendimento a Desastres e Incidentes com Múltiplas Vítimas) e do PAE (Plano de Atendimento de Emergências), pontos de destaque para a obtenção do QMentum International, que orienta e monitora padrões de alta performance em qualidade e segurança na área de saúde. “Fizemos um treinamento na UTI e desligamos sua rede elétrica, pois precisávamos testar os equipamentos vitais. Todos têm baterias. Os enfermeiros e técnicos de enfermagem foram de paciente em paciente para checar se tudo estava bem. A simulação foi um sucesso”, disse o superintendente da SEINFRA.

Colaboradores no Almoço com o Provedor

A Santa Casa de Maceió consome 2 megawatts de energia e foi incluída no mercado livre de energia passando a ser compradora. “A compra foi feita na hora certa. O valor pelo qual adquirimos a energia no mercado livre subiu 30% em 60 dias, mas garantimos essa energia mais barata até 2022. Reduzimos os custos em 23% e temos a estimativa de economia de R$4 milhões nos próximos três anos”, destacou Carlos André.

A automação dos nove elevadores da instituição, cujo novo software emite relatórios com o número de viagens de cada equipamento, o fortalecimento do aterramento do hospital com uma malha subterrânea que sobe até o teto, e a implantação do prontuário eletrônico, que trará mais segurança e qualidade no diagnóstico dos pacientes, bem como a retenção de talentos foram discutidos no Almoço com o Provedor.

Colaboradores no Almoço com o Provedor

“Estou há pouco mais de dois anos na instituição e acompanho a equipe de perto. Sinto que havia uma rotatividade muito grande e deixo como sugestão a retenção de talentos. Poderíamos investir mais naqueles que estão estudando e, daqui a quatro anos, podem ter seus conhecimentos aplicados em projetos da Santa Casa de Maceió”, sugeriu a supervisora administrativa da SEINFRA, Flávia Maria Toledo Vanderlei de Almeida.

O provedor garantiu que a retenção de talentos é uma preocupação da instituição. “Formamos bons profissionais aqui e eles são desejados lá fora. Trabalhar na Santa Casa de Maceió tem um peso muito grande, pois abre portas no mercado. Temos investido em nossos colaboradores. No momento da integração enfatizo duas coisas: tratar bem os outros (ninguém se arrepende por tratar bem) e não deixe de estudar. Ninguém está em condições de parar de se preparar. Alguns saíram, se arrependeram, e tentaram voltar. Uns conseguem, outros não. Somos um complexo hospitalar com mais de 3 mil colaboradores e é a na área de Enfermagem (com os técnicos) que a rotatividade é maior. Perdemos alguns, mas mantemos outros talentos”, disse Humberto Gomes de Melo.

“Quando cheguei à Santa Casa de Maceió, o Hospital do Sesi foi aberto fazia pouco tempo. Escolhi ficar na instituição porque sabia que ela iria crescer. Trabalhei a minha vida toda aqui e não me arrependo. Quando aparece uma oportunidade temos que pensar muito. Mas não só no agora. Temos que pensar no que pode acontecer mais à frente. Apesar das turbulências econômicas do país, somos uma empresa sólida”, disse o diretor médico da instituição, Artur Gomes Neto.

Colaboradores com a gestora de Humanização, Taciana de Amorim Barros Gomes, o gerente de Gestão de Pessoas, Sílvio Melo e o diretor médico, Artur Gomes Neto

O gerente de Gestão de Pessoas, Sílvio Melo, explicou que a instituição faz um mapeamento dos motivos que levaram o colaborador a sair. “Quando ele sai, preenche um formulário e aponta suas razões. O mercado atua agressivamente e entre as causas listadas estão salário, carga horária e proximidade de sua residência. Em 2019, a Santa Casa de Maceió realizou 17 seleções internas, uma inciativa importante para a instituição e que vai ao encontro do que o provedor prega, investir no estudo”, destacou o gestor.

Para a psicanalista Rosinete de Mendonça Melo, que, junto ao provedor, idealizou o Almoço com o Provedor, a relação de trabalho é como um casamento. “Para dar certo, precisa ser bom para os dois lados. A Santa Casa de Maceió investe em seus talentos e tenta manter o colaborador minimamente satisfeito. Acredito que seja algo que precisa ser investigado para mantermos os melhores profissionais”, disse.

De acordo com o superintendente de Engenharia e Infraestrutura, em suas reuniões, o pedido é para que os líderes avaliem bem os colaboradores e suas necessidades. “Acredito que precisamos de cuidado. Nem todo erro deve ser punido com demissão. Prefiro que erre tentando acertar, do que um encostado e desleal. Ouço sempre das pessoas sobre o orgulho de trabalhar aqui. Muitas vezes a rotatividade é causada pelo líder que quer resolver um problema de maneira fácil. Prefiro sentar, conversar e alertar para manter nossos talentos. Ou os próximos que chegarem passarão pela mesma situação”, afirmou Carlos André, que apresentou os demais membros de sua equipe que não fizeram uso da palavra durante o encontro.

O gerente Sílvio Melo, o provedor Humberto Gomes de Melo e a psicanalista Rosinete de Mendonça Melo

“Fiquei emocionada. Bom saber o valor de cada um de vocês, e do orgulho com o qual Carlos André apresentou a equipe. Nos dá uma satisfação muito grande. Quero parabenizar esta equipe poderosa.  Seria bom termos um médico a cada edição, assim saberiam como o hospital funciona. Queria lembrar também outra missão que vocês têm com os seus liderados. Cheguem perto para saber o que está acontecendo com eles, e, se sentir necessidade, indiquem que façam terapia. Isso atua como prevenção à depressão, que hoje está se espalhando muito rápido. Cuidar de gente não é só dos pacientes que chegam, mas de vocês mesmos”, disse a psicanalista Rosinete de Mendonça Melo.

Para Taciana Gomes, gestora de Humanização, empolgação foi a palavra que definiu o encontro da última sexta (17). “Muito bom ouvir, com orgulho, o que é feito na instituição. O trabalho de humanização é feito com todos os setores e colaboradores, e esse será um grande legado da gestão do provedor Humberto Gomes de Melo. Recentemente recebemos uma ex-colaboradora da casa, uma senhora de 90 anos que teve seu primeiro emprego aqui, em 1950, e saiu em 1980. Seu sonho era rever o lugar onde trabalhou por tantos anos. Aquela visita foi uma grande vitrine do que fazemos aqui. Foi muito bem aceito pela população, que interagiu por meio das redes sociais. Trabalhar aqui é ganhar o sobrenome da Santa Casa”, destacou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

21 de janeiro de 2020