18 de fevereiro de 2020

Histerossalpingografia é mais uma ferramenta no diagnóstico de endometriose

Santa Casa de Maceió investiga útero e trompas de maneira dinâmica

Histerossalpingografia. O nome é complicado, mas trata-se de um exame feito por meio de raios-x e com a utilização de contraste iodado, que tem sido determinante na avaliação da cavidade uterina e das trompas de Falópio em mulheres com dificuldade para engravidar, queixa comum e muitas vezes inicial das pacientes com endometriose.

A Santa Casa de Misericórdia de Maceió possui um centro especializado em radiografias contrastadas com radioscopia (quando o procedimento é realizado de forma dinâmica). Na realização de histerossalpingografia tem-se a vantagem de uma menor exposição da paciente à radiação, do tempo mais curto do exame – o que diminui o desconforto causado pelo procedimento -, além do aumento da sensibilidade diagnóstica.

Rita Karine de Mello, médica radiologista que realiza o exame de histerossalpingografia na Santa Casa de Maceió

Na histerossalpingografia realizam-se imagens da pelve que mostrarão a progressão do contraste, permitindo, assim, a avaliação da morfologia da cavidade uterina, e, principalmente, a perviedade das trompas de Falópio. Por ser um método invasivo e pela utilização do contraste iodado, este exame não pode ser realizado se houver a possibilidade de gravidez. Dessa maneira, a histerossalpingografia é feita do 7º até 12º dia após o início da menstruação. Também é contraindicada nas pacientes que apresentam algum processo inflamatório no trato genital, sendo necessário seu tratamento antes da realização do exame.

O exame consiste em injetar contraste iodado pelo colo do útero para que seja possível a visualização da cavidade uterina e das trompas uterinas através de radiografias. Ocasionalmente o próprio procedimento pode acabar desobstruindo e liberando as trompas para a fertilização. A injeção pode gerar contrações uterinas, tornando o exame um pouco incômodo. As pacientes são orientadas a utilizar uma medicação anti-inflamatória ou anti-espasmódica antes do procedimento para reduzir os sintomas.

ENDOMETRIOSE Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) aproximadamente 7 milhões de brasileiras sofrem de endometriose. Cerca de 70% das mulheres possuem lesões na região retrocervical, ou seja, na parte atrás do colo do útero; 40% no intestino; 30% na vagina e cerca de 10% na bexiga. É comum que as pacientes possuam mais de um local do corpo acometido, motivo pelo qual a soma destas porcentagens ultrapassa os 100%. Sintomas mais comuns: * Nunca teve cólica e passou a ter; * Sempre teve cólica, mas as dores pioraram muito; * Sente dor durante a relação sexual; * Diarreia e dor para evacuar no período menstrual;

“Apesar dos métodos mais avançados existentes, a histerossalpingogradia ainda é o melhor método para a avaliação das tubas uterinas em pacientes com infertilidade. Podemos ainda dizer que tem sido considerado um método reemergente nos dias atuais, devido ao grande número de pacientes com endometriose, que apresentam infertilidade como sintoma inicial para o diagnóstico da doença”, destaca a médica Radiologista, Rita Karine Mello.

A endometriose é uma doença benigna caracterizada pela presença do endométrio – tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos e bexiga. Ela não tem cura, mas pode ser controlada. Os principais sintomas apresentados são infertilidade e dores, muitas vezes incapacitantes, no período menstrual.

“Seu diagnóstico por imagem é realizado principalmente por Ressonância Magnética e Ultrassonografia com preparo específico, para mapeamento da endometriose. E tem a histerossalpingografia, como um método auxiliar, na investigação da infertilidade”, disse a médica, que também realiza os exames de ultrassonografia específicos para endometriose no hospital.

A Santa Casa de Maceió vem atuando de forma completa contra a endometriose, pois dispõe de todos os métodos de imagem disponíveis para seu diagnóstico, bem como já realiza a cirurgia específica para seu tratamento.

18 de fevereiro de 2020