TERAPIA OCUPACIONAL HOSPITALAR
O QUE É?
Profissão da área da saúde que utiliza como instrumento de trabalho, a atividade humana, de acordo com os contextos ambientais e temporais.
O QUE FAZ?
Atua nos eixos de formação clínica, educacional e social. Utilizando procedimentos específicos e adequando-os às necessidades e expectativas do cliente, relacionando métodos, abordagens, técnicas e atividades significativas. O Terapeuta ocupacional atua utilizando como recurso terapêutico o movimento, a percepção, a aprendizagem, a afetividade, e a cultura, prevenindo e tratando problemas físicos, psicoemocionais, sociais, e suas conseqüências no cotidiano, visando a inclusão social e a melhoria na qualidade de vida.
QUAIS AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO TERAPEUTA OCUPACIONAL?
O terapeuta ocupacional atua nas áreas de saúde e educação, desenvolvendo ações voltadas para promoção, prevenção, intervenção terapêutica funcional e inclusão social. As ações terapêuticas envolvem mobilizações dirigidas ao manuseio, transporte, as mudanças e controle postural, as relações ambientais e interpessoais, estimulação sensorial, relaxamento, ativação cerebral, condicionamento funcional, reestruturação e ajustamento do ambiente e ações do trabalho, confecção de equipamentos de tecnologia assistiva, escuta terapêutica, estruturação de games educativos de hábitos em geral, gestão de serviços de saúde , mediante técnicas especificas para cada área.
ONDE ATUA?
Hospitais Gerais/Especializados, Clínicas e Consultórios, Centros de Saúde, Escolas e Creches, Oficinas Terapêuticas, Oficinas Profissionalizantes, Instituições Penais, Instituições Geriátricas, Centros de Reabilitação Profissional, Centros Comunitários, Empresas, Domicílios, Ações Municipais e Estaduais de Saúde, Instituições de Ensino Superior.
TERAPIA OCUPACIONAL HOSPITALAR
Engloba diferentes aspectos, ora mais envolvidos com o referencial da reabilitação física, ora mais envolvidos com a saúde mental do paciente e, ainda, no aspecto do impacto da hospitalização ao paciente e sua família. A intervenção pode ocorrer em diversos níveis, sendo consideradas as ações em prevenção e promoção da saúde, em recuperação, em reabilitação (como um dos níveis), em humanização do ambiente hospitalar, em cuidados paliativos. A assistência em Terapia Ocupacional deve ocorrer desde a fase do diagnóstico até a alta hospitalar e ambulatorial.
As populações atendidas no âmbito hospitalar são diversas, desde a população pediátrica até o idoso. Dentro deste amplo campo, os profissionais explicitam diversos objetivos, como:
· Auxiliar o paciente a enfrentar doença e superar suas possíveis complicações, atenuando o impacto da doença;
· Aumento / resgate da auto-estima do paciente e do equilíbrio emocional;
· Proporcionar a manifestação de potencialidades, da inteligência e da criatividade;
· Manutenção ou recuperação da capacidade funcional;
· Estimulação e /ou manutenção do desenvolvimento neuropsicomotor (no caso de crianças);
· Prescrição de estratégias para diminuição da dor;
· Orientação quanto a medidas de conservação de energia;
· Prevenção de incapacidades e deformidades;
· Adaptação às mudanças trazidas pela doença (atividades de vida diária básicas e instrumentais, atividades de trabalho, atividades de lazer, etc.), construindo com o paciente possibilidades de gerar independência, autonomia e prazer em seu cotidiano;
· Minimização do impacto da doença no cotidiano do paciente, ajudando em sua reorganização;
· Estruturar e possibilitar a retomada e/ou a assunção de papéis laborativos pelo paciente;
· Reintegração ao convívio social, com a melhor qualidade de vida possível;
· Orientação e apoio / suporte emocional ao paciente, família e cuidadores;
· Promoção de parceria entre paciente, familiar e/ou cuidador;
· Atuação em Cuidados Paliativos;
· Humanização da assistência.
O conceito de funcionalidade é citado diversas vezes como foco da atuação do terapeuta ocupacional, de uma maneira ampla, englobando as funções biológicas, psicológicas, sociais e espirituais do indivíduo atendido. O modelo da CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade) também é citado como embasamento para este conceito, ressaltando-se que “Atividades e Participação Social” encontram-se no mesmo nível de investimento das “Estruturas e Funções Corporais”.
É fundamental ressaltar a importância dada ao atendimento e cuidado ao familiar/cuidador, como forma de melhoria do cuidado ao paciente e também como intervenção às suas demandas próprias. Todos colocam a necessidade da assistência a estas pessoas, respeitando-se a sua fragilidade e as fases emocionais pelos quais passam. São colocados como os objetivos na intervenção ao familiar/cuidador:
· Orientar para que tenham mais informações, melhor segurança com o tratamento e/ou possam praticar determinadas ações com o paciente;
· Facilitar a comunicação entre paciente e cuidador, potencializando esta relação;
· Oferecer espaços de troca, reflexão e escuta a este familiar/cuidador.