Dicas de Saúde
Recomendações Para Gestantes e Recém-nascidos com Gripe Suína
A infecção pelo vírus influenza A, chamada popularmente de gripe suína, é facilmente transmissível entre os seres humanos. As gestantes e os recém-nascidos fazem parte de um grupo de alto risco para complicações sérias dessa doença. Portanto, torna-se necessário que os serviços que atendam esses pacientes se organizem para prestar um melhor atendimento nos casos suspeitos ou confirmados, com uma finalidade de separá-las dos demais pacientes sintomáticos e de outras gestantes saudáveis.
Os sintomas da infecção pelo vírus influenza nas gestantes são semelhantes aos apresentados pelos pacientes adultos, onde podemos encontrar tosse, febre alta, coriza e dor de garganta. Uma grande parte das gestantes pode apresentar a doença de uma forma não complicada, mas algumas vezes pode ocorrer uma doença rapidamente progressiva, onde encontramos complicações como pneumonia, abortamento ou trabalho de parto prematuro.
Toda gestante com sintomas gripais deverá ser submetida a uma avaliação clínica rigorosa, onde toda equipe de saúde envolvida no atendimento dessas pacientes deve utilizar equipamentos de proteção individual. Caso a gestante apresente sinais de gravidade como confusão mental, baixa de pressão arterial, aumento da frequência respiratória, diarréia, vômitos e desidratação, deverá ser encaminhada para um centro de referência, onde será avaliada para possibilidade de internação. Aquelas que não necessitem de internação ficarão em observação, com isolamento domiciliar por pelo menos sete dias a partir do inicio dos sintomas. A medicação específica deverá ser iniciada o mais breve possível, preferencialmente até 48 horas após os sintomas, independente da época da gestação e não há necessidade de esperar os resultados dos exames para confirmação do caso. Outro ponto importante, é o tratamento da febre com antitérmico, pois a presença da febre pode está relacionada a defeitos do sistema nervoso no feto. Recomenda-se coletar amostras de secreções respiratórias entre o 3º (terceiro) e o 7º (sétimo) dia após o início dos sintomas. Essas gestantes deverão ser acompanhadas até o final da doença.
O risco de transmissão para o feto do novo vírus da influenza A ainda é desconhecido. Deve-se considerar o recém-nascido potencialmente infectado se o início dos sintomas da mãe ocorrer dois dias antes e até sete dias após o parto.
No momento do parto, caso apresente sinais da doença, a gestante deverá usar máscara na tentativa de diminuição da disseminação viral e deverá ficar isolada. Após o parto o recém–nascido deverá ficar separado da mãe, até a avaliação das seguintes condições maternas: ter recebido a medicação antiviral por 48 horas, não apresentar mais febre e ter controle da tosse e secreções respiratórias. Após resolução dessas condições, manter o recém-nascido em berço comum a um metro de distância da mãe. Essas condições podem diminuir, mas não eliminam o risco de transmissão do vírus para o recém-nascido. O uso do antiviral pela mãe não contra-indica a amamentação. Durante a amamentação a mãe deve realizar lavagem rigorosa das mãos, utilizar máscaras até sete dias após o início dos sintomas da febre ou até 24 horas após o término dos sintomas. Caso os sintomas impossibilitem a amamentação, deve-se retirar o leite e esse ser fornecido ao recém-nascido. Assim, o leite materno não é considerado fonte de infecção do vírus influenza para o bebê, ao contrário, tem um papel de prevenir as infecções respiratórias.
Os recém-nascidos são considerados de alto risco para doença grave pelo vírus da influenza A e, até o momento, as medidas preventivas para esse grupo são pouco conhecidas. Para os recém-nascidos que apresentarem sintomas, esses devem ser encaminhados para UTI neonatal, permanecerem isolados em incubadoras, seguir rigorosamente todas as medidas de precauções e iniciar a medicação antiviral com as devidas precauções.
Autora: Dra. Délia Herrmann
Fonte do texto: Centers for disease control and prevention : CDC 2009 H1N1 FLu
Amamentar é um ato de amor e carinho
- Protege o bebê contra infecções, tanto por ser rico em fatores de defesa, como por não necessitar de bicos artificiais que se contaminam com frequência.
- Protege contra doenças alérgicas futuras, pois o bebê não vai ter contato precoce com alérgenos alimentares.
- Menor trabalho para mãe; não necessita acordar à noite para ferver mamadeiras, bem como preparar o leite, pois este já se encontra prontinho para servir.
- Diminui a incidência de doenças futuras na vida adulta, como a diabetes, hipertensão, coronariopatias.
- Para a mãe diminui a incidência de câncer da mama e ovário, ajuda o útero a voltar ao tamanho normal mais rapidamente e ajuda a colocar o seu corpo em forma mais rápido.
Vantagens:
- Melhor alimento para o bebê, satisfazendo às necessidades nutricionais e emocionais até os 4 a 6 meses de vida, além de contribuir para a saúde fisiologica e emocional da criança, até o segundo ano.
- Não tem custo para os pais.
- Melhor relação mãe-filho(a).
- Conhecimentos importantes para as mães
- O tamanho e a forma das mamas não importam, mamas pequenas ou grandes produzem leite com quantidade satisfatórias.
- O aleitamento materno não é responsável por alterar a aparência das mamas. A gestação por si só já altera.
- O estímulo da sucção do bebê no seio da mãe é o fator mais importante para que a produção do leite se estabeleça. Por isso, quanto mais precoce e frequente o bebê mamar a produção de leite.
- Nos primeiros dias do pós-parto a mãe produz uma secreção chamada de colostro. Nesta ocasião as mamas podem ainda estar flácidas.
- O colostro tem uma coloração amarelada, pouco espessa, alimenta o bebê e é rico em substâncias de defesa. É a primeira vacina.
- É importante saber que nestes primeiros dias eles sugam com muita frequência, sem horários determinados e ficam muito tempo colados às mães.
Como fazer para amamentar?
- É necessário para higiene apenas os banhos diários.
- Não há necessidades da limpeza do mamilo antes das mamadas.
- Lavar as mãos sempre que for manipular o bebê.
- Não há horários fixos para amamentar.
- Ofereça o seio sempre que o bebê solicitar.
- Nesta fase da vida o bebê solicita o seio não só como fonte alimentar, mas também como forma de prazer e manutenção do vínculo com a mãe.
- Ofereça a mama e deixe o bebê sugar até se satisfazer. E, se necessário ofereça o outro seio.
- Na próxima mamada comece pela mama que ele ainda não sugou. Caso tenha mamado nas duas, comece pela última mama oferecida.
- Caso seu bebê encontre-se mamando e você necessita retirá-lo, coloque o dedo, de forma que ele tente sugar o seu dedo soltando a mama.
- A mãe deve tomar bastante líquido, que ajuda a aumentar a produção de leite.
- A maioria dos medicamentos passa para o leite materno. Entretanto, na maior parte dos casos, isto não é motivo para interromper o aleitamento.
- Após a mamada, deitar o bebê do lado, com a cabeça mais elevada.
Conselhos para o pós-parto imediato
- A principal prevenção para os seus não ficarem feridos é uma pega correta. Para isto, é importante que o bebê ao encostar ao seio, abra bem a boca e pegue toda (ou quase toda) a área escura do peito (aréola). Preste ayenção para que o bebê além da boca bem aberta, apresente o lábio inferior invertido e o queixo tocando o seio.
- A posição da mãe para amamentar deverá ser a mais confortável possível. Poderá ser sentada ou deitada. O que importa é que o bebê esteja com o corpo voltado para a mãe "barriga com barriga", cabeça e corpo alinhados.
- Todas as mães se sentem emotivas e sensíveis nas primeiras semanas após o parto. É importante para isto o apoio do pai do bebê e demais membros da família.
Como retirar o excesso de leite?
Em algumas situações pode-se fazer necessário tirar o excesso de leite, principalmente nos casos de seios endurecidos, dolorosos ou pedrados. ntes de inciar a ordenha, alguns cuidados deverão ser tomados, como:
- Massagens com as polpas dos dedos em movimentos circulares, ao redor da mama.
- Aplicação de compressas mornas.
- Utilizar sutiens de tamanho adequado, evitando compressões.
- A retirada do leite poderá ser realizada de forma manual ou através de bombas de ordenha.
- Após a ordenha, fazer compressas frias, se necessário.
Como prevenir rachaduras
- Não lavar os mamilos antes e após as mamadas.
- Comece a amamentar o bebê pelo seio menos ferido.
- Mude a posição do bebê ao mamar.
- Passar o próprio leite sobre as aréolas após as mamadas.
- Tentar manter sempre os mamilos arejados.
- Exponha os seos ao sol pela manhã, durante 5 minutos.
Armazenamento e transporte
- Utilizar vidros de maionese ou de café com tampa plástica, previamente lavados e esterilizados (após iniciar a ferveura mantenha por 20 minutos).
- Deixar escorrer a água e guardar em recipiente fechado.
- Não encher o vidro até a borda.
- Este leite poderá ser mantido em temperatura ambiente durante 2 horas na prateleira da geladeira durante 24 horas e no freezer ou congelador por 15 dias.
- Para transportar o vidro sempre utilize isopor. Não é necessário colocar gelo.
- Para oferecer o leite congelado ao bebê, aqueça-o previamente em banho-maria.
- O leite descongelado não pode ser congelado novamente.
Cuidados em casa
Higiene
- O banho deverá ser diário desde o primeiro dia de vida do bebê.
- Frequência - 1 a 2 vezes ao dia.
- Na fase inicial utilizar água fervida morna.
- Utilizar sabonete neutro e evitar talcos, perfumes e outros produtos cosméticos sobre a pele do bebê.
- Inicie o banho lavando o rosto, a cabeça e depois lave o restante do corpo.
Troca de fraldas
- Sempre que for necessário a troca das fraldas, limpar a região genital e a região glútea com água fervida morna. Use sabonete neutro se necessário.
- Após limpeza, utilizar creme protetor para evitar assaduras.
- Banho de sol é importante para a criança adquirir vitamina D, entre às 6 e as 8 horas, tempo médio de 10 a 15 minutos.
Orientações Gerais
Ouvidos: Limpar apenas o pavilhão externo; não introduza cotonetes no canal auditivo. Seque bem atrás da orelha.
Olhos: Limpe cada pálpebra com uma bola de algodão com água.
Nariz: Se necessário, utilize 5 gotas de soro fisiológico várias vezes ao dia.
Umbigo: faça a limpeza com álcool absoluto ou a 70% 6 vezes ao dia. Não utilize faixas ou curativos.
Região genital: Algumas meninas podem ter secreção vaginal ou sangramento. Isto é devido a passagem de hormônios da mãe e não motivo de preocupação.
Nos primeiros dias os bebês eliminam fezes de cor escura, chamad mecônio, depois ficam líquidas e amareladas.
posteriormente, o ritmo intestinal normal do bebê é muito vraido, podendo passar alguns dias sem evacuar, como eliminar várias vezes ao dia.
Gases e cólicas: São normais até o 4º mês. Coloque o bebê para mamar. Realize exercícios tipo bicicleta, massagens, compressas mornas no abdome, se necessário.
O luftal pode ser usado nos casos mais acentuados , 1 gota por 1Kg de peso, 3 a 4 vezes ao dia, se necessário.
Cuidados com a roupa do bebê.
- Lavar com sabão de coco e evitar uso de amaciantes e produtos químicos.
- Não utilizar roupas excessivas ou apertadas.
- Dar preferência a roupas de fibras naturais.
Vacinação e teste do pezinho
- Vacinar para BCG e Anti-hepatite B, de preferência nas primeiras 72 horas de vida.
- Realizar teste do pezinho entre o 3º e 7º dias de vida.
- Fazer o teste da orelhinha.
Material retirado do manual de orientação produzido pela equipe da Unidade de Neonatalogia da Santa Casa de Misericórdia de Maceió.