21 de fevereiro de 2020

Dinamismo foi um dos temas do último encontro com o provedor

“Nas sextas-feiras temos tido a oportunidade de dialogar com vocês e tem sido muito gratificante”. Foi com estas palavras que o provedor Humberto Gomes de Melo abriu o Almoço com o Provedor, realizado no último dia 14. Durante o encontro, realizado no Centro de Estudos Professor Lourival de Melo Mota, farmacêuticos, auxiliares administrativos do Setor de Atendimento, operadores de internação, entre outros colaboradores, conversaram sobre assuntos pertinentes aos seus setores.

Durante o encontro, Jouse Mary da Silva Coelho, supervisora administrativa do Setor Comercial, falou sobre o trabalho que executa. “Algumas pessoas me perguntam o porquê da Santa Casa de Maceió ser filantrópica, mas atender convênios e particular. É com alegria que respondo que como os valores pagos pelo SUS não são suficientes para a quantidade de atendimentos que o hospital realiza e é justamente o complemento que vem dos convênios e particulares que a ajuda a continuar essa missão. O Setor Comercial é só uma pontezinha, pois dependemos do hospital inteiro. Para que possamos trabalhar com negociação, reajuste de tabela e analisar contratos, processos que, por muitas vezes, demoram bastante, precisamos de todos e das ações que o hospital desenvolve”, afirmou a colaboradora.

O provedor lembrou que muitos colaboradores não sabem o trabalho realizado pelo Comercial e que Jouse, em outros Almoços não pode explicar o que acontece no setor. O gestor indagou o porquê do plano de saúde CASSI não ser atendido na Santa Casa. Segundo ele, a pergunta lhe é feita até quando o encontram fazendo caminhada na praia.

Criada há 75 anos, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a CASSI, é a maior operadora de autogestão em saúde do Brasil, com mais de 683.737 mil participantes. Ela oferece atendimento aos funcionários da ativa e aposentados do Banco do Brasil e seus dependentes. De acordo com Jouse Coelho, o atendimento ao plano foi suspenso, mas não por vontade da Santa Casa de Maceió.  “Uma negociação entra a CASSI e a Santacoop não evoluiu. A Santa Casa fez todos os esforços para que essa relação continuasse, mas não foi possível”, disse.

“A CASSI tem passado por algumas situações financeiras complicadas. O fato de ela não conseguir negociar com a Santacoop, não foi porque a Caixa de Assistência não entendeu a oferta como justa, mas sim por conta de uma série de arrochos financeiros que vem passando. Recentemente, com a alteração do estatuto que prevê um aporte maior para a CASSI, então nossa expectativa é de que ela se reequilibre financeiramente e volte a procurar os hospitais, entre eles a Santa Casa, para dar continuidade a esse trabalho”, explicou André Carneiro, gerente de Marketing e SADT que foi o responsável pela preparação de Jouse para as funções Comerciais em 2006.

Pessoas – Silvio Melo lembrou que o trabalho de supervisor implica na avaliação da equipe. “Tivemos uma colaboradora que que não correspondeu às funções que assumiu na Santa Casa. Jouse deu todas as oportunidades para ela crescer, mostrou os caminhos, apontou as falhas e acertos, mas ela não conseguiu desenvolver o trabalho e foi dispensada. Na ficha que preencheu na saída, a ex-colaboradora agradeceu as oportunidades e reconheceu o esforço da supervisora”, destacou o gerente de Gestão de Pessoas.

A psicanalista Rosinete de Mendonça Melo, uma das idealizadoras do Almoço com o Provedor, lembrou que a mudança de função pode não ser positiva se o colaborador não estiver realmente preparado. “Evoluir na instituição é uma faca de dois gumes. Assumir responsabilidades e não dar conta, significa perder o emprego. Muitas vezes, até desempenha bem a função, mas pisa nos subordinados. Esquece que um dia esteve no lugar do outro, o que mostra que também não está capacitado para a função”, disse.

Farmácia – O investimento na atuação e aprimoramento de farmacêuticos clínicos em suas unidades esteve entre os assuntos da última edição do Almoço com o Provedor. Os profissionais trabalham em conjunto com as equipes multidisciplinares da instituição orientando os pacientes sobre as melhores condutas com as prescrições medicamentosas que recebem.

“Começamos em 2010 com uma equipe de 5 farmacêuticos. Com o passar dos anos fomos ampliando e hoje temos 12 profissionais. Conseguimos ter uma atuação de farmacêutico clínico em todas as unidades de internação atendendo aos critérios de risco com uso de medicamentos. Seguimos o Score de Riscos Relacionados ao Uso de Medicamentos, com uma atividade de assistência individualizada. Cada paciente tem suas particularidades analisadas com relação às drogas que já fazia uso em domicilio. Em seguida é feito um alinhamento desses medicamentos junto da prescrição médica no ambiente hospitalar, com o acompanhamento de interações medicamentosas e de possíveis eventos adversos que possam acontecer de acordo com o que eles já utilizam”, disse Lizete Vitorino, coordenadora da Farmácia da Santa Casa de Maceió.

Na instituição, atualmente, quando o médico faz a prescrição, o farmacêutico executa uma avaliação prévia antes do balconista fazer a dispensação do medicamento. A avaliação leva em conta as interações medicamentosas, reconstituição e diluição, verificando os itens prescritos e avaliando possíveis alergias. A partir disso, as prescrições são liberadas para a entrega.

Humberto Gomes de Melo lembrou que há dez anos, nas primeiras certificações, foi questionado sobre o número de farmacêuticos clínicos na instituição. “Achavam que tínhamos farmacêuticos demais. Eram 5. Hoje temos 12. Seguimos investindo na melhoria dos serviços e do atendimento em todas as unidades da Santa Casa de Maceió”, reforçou o provedor.

Informes – Durante o Almoço com o Provedor, os colaboradores foram informados sobre mudanças na dinâmica do hospital. A Emergência e o Acesso (Internação) trabalham juntos. A Hemodinâmica passa a fazer parte da Linha Cirúrgica. “Assim como a Linha Cirúrgica, a Hemodinâmica seguirá todos os protocolos de Segurança do Paciente nos procedimentos. O movimento por lá é muito grande com a chegada de novas especialidades e essa mudança vai melhorar o fluxo de atendimento. Já no Acesso, transferimos mais de 300 pacientes do HGE só no ano passado”, disse Rejane Paixão, que assumirá a gerência da Emergência e do Acesso.

Infraestrutura – Além dos seus serviços de saúde, a Santa Casa de Maceió é conhecida por sua constante expansão. Obras de pequeno, médio e de grande porte possibilitam que a instituição se destaque como uma das que mais pensam no bem-estar de seus colaboradores e clientes. “Vim da construção civil onde se realiza o sonho da moradia. Hoje eu ajudo a realizar o sonho do paciente que quer um espaço adequado para seu atendimento”, disse Adauto Torres Moura, gestor de obras da instituição.

“Estamos com o projeto pronto do edifício-garagem. Espero que em julho as obras sejam iniciadas. O trabalho é relativamente rápido num prédio de cinco pavimentos que fica na Rua Barão de Maceió. Também vamos começar a fazer uma nova calçada no prédio da sede que terá o mesmo padrão da calçada da Oncologia. E já começamos a fachada de todo o complexo”, listou o superintendente de Engenharia e Infraestrutura (Seinfra), Carlos André de Mendonça Melo.

Entrada da Santa – uma das obras que mais repercutiu entre os pacientes, acompanhantes e colaboradores do hospital do Centro, foi a da Entrada da Santa. “Quando ela foi retirada muita gente reclamou. As pessoas sentiam falta. Acredito que se sentem protegidas e acolhidas pela santa. Quando passam por ela é com respeito e devoção”, disse Leanilton Gomes da Silva, auxiliar de atendimento.

21 de fevereiro de 2020